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Teste para HIV de farmácia: rápido e acessível

Em maio deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do primeiro teste para HIV de farmácia do Brasil.

Destinado ao público em geral, pode ser comercializado em farmácias e drogarias sem prescrição médica. Ainda não há estimativa para que o produto comece a ser vendido. Primeiro, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos deverá analisar o preço, algo que deve levar três meses.

 

Entenda como funciona o teste para HIV de farmácia

O teste para HIV de farmácia que será comercializado no Brasil tem mecanismo parecido com os existentes para medir a glicose de diabéticos. Com um aparelho específico, gostas de sangue são coletadas e colocadas em contato com um líquido reagente, que identifica a presença de anticorpos para o vírus. Caso o resultado seja positivo, linhas são formadas em um mostrador.

Com efetividade de 99,9%, o teste para HIV de farmácia só é capaz de indicar a presença do vírus 30 dias após a exposição. O período de um mês é o tempo que o organismo leva para produzir anticorpos em níveis suficientes para serem detectados pelo teste. O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto e funciona para dois subtipos do vírus que provocam a Aids.

Se o resultado for negativo, a recomendação da Anvisa é que o teste seja refeito 30 dias após o primeiro teste e outra vez após 30 dias, até completar 120 dias após a primeira exposição. Se for positivo, o paciente deve procurar um serviço de saúde e fazer testes laboratoriais para confirmar o resultado e iniciar o tratamento.

 

 

Por que o teste para HIV de farmácia provocou polêmica

A possibilidade do registro de um teste para HIV de farmácia surgiu em 2015, quando a Anvisa regulou o tema. Entretanto, gerou controvérsias entre especialistas. Alguns defenderam que seria muito mais sensato colher o exame no serviço de saúde e obter o aconselhamento imediato caso o resultado seja positivo. Outros, por sua vez, afirmam que isso afasta muita gente de realizar o teste.

O médico Drauzio Varella, a favor do teste para HIV feito em farmácias, afirma: "o que a pessoa precisa ter em mente é que o teste só mostra se ela tem anticorpos contra o vírus. Mas ele é muito sensível, tão sensível que às vezes detecta outra substâncias que parecem anticorpos e não são. Então se você fez o teste e deu positivo, você deve buscar a unidade de saúde e fazer um exame confirmatório e aí receber o aconselhamento." Por outro lado, não existe falso negativo, ou seja, o assunto se encerra ali mesmo.

Na regra da Anvisa, o teste para HIV de farmácia deve trazer em suas instruções de uso a indicação de um canal de comunicação para atendimento dos usuários que funcione 24 horas por dia, além do número do Disque Saúde 136. O teste também não poderá ser utilizado na seleção de doadores de sangue, já que existem outros procedimentos mais completos para isso, que identificam outras infecções além do HIV.

Atualmente, existem no Brasil cerca de 112 mil pessoas que possuem HIV e não sabem. Pelas regras do Sistema Único de Saúde (SUS) o portador do vírus pode iniciar o tratamento imediatamente, reduzindo o risco de que ele se desenvolva para a doença, a Aids.

 

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Importante: O objetivo deste blog é trazer informações atualizadas sobre o setor médico/farmacêutico. O conteúdo não expressa a opinião da empresa/Laboratório Teuto | Pfizer.