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Tudo o que você precisa saber sobre a pílula anti-HIV

Até o fim de 2017, o Ministério da Saúde passará a disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) a pílula anti-HIV, também conhecida como Profilaxia Pré-Exposição, ou PrEP. Criado em 2011, trata-se de um comprimido que protege o organismo contra a infecção pelo vírus HIV, que causa Aids. A pílula anti-HIV já é utilizada em outros países, como nos Estados Unidos, e estudos apontam uma taxa de eficiência de 90%.

Diferentemente da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), feita no Brasil desde 2010 quando a pessoa recebe um tratamento à base de um coquetel após comportamentos de risco ou situação de risco, a PrEP é indicada principalmente para pessoas em relações sorodiscordantes, quando uma pessoa do casal tem o HIV e a outra não. A pílula anti-HIV combina dois medicamentos em um único comprimido: o fumarato de tenofovir desoproxila (TDF, 300 mg) e a emtricitabina (FTC, 200 mg). Junto a uma terceira substância, os dois já faziam parte do coquetel de tratamento contra a doença há muitos anos.

 

Veja 6 informações essenciais sobre a pílula anti-HIV

Embora exista há bastante tempo, a pílula anti-HIV é algo bastante novo no Brasil e é inevitável que cause dúvidas. A seguir, tire algumas dúvidas essenciais:

 

 

  • Não são todos os brasileiros que vão receber o tratamento. Inicialmente, o governo deve priorizar 12 cidades: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto. De acordo com o Ministério da Saúde, esses municípios foram escolhidos por terem participado de projetos piloto para o uso da pílula anti-HIV. Além disso, populações-chave, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) também poderão receber o remédio. São elas: casais sorodiferentes; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais).
  • O medicamento não cura o HIV. O que ele faz é impedir a transcrição do material genético do vírus, impedindo que ele se instale nas células do corpo.
  • A pílula anti-HIV não funciona se a pessoa já foi exposta ao vírus. Se a pessoa teve um risco sexual, como por exemplo, uma relação sexual sem camisinha, ela pode procurar um serviço de saúde público para tomar a PEP (profilaxia pós-exposição). Ela deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição e consiste no uso de medicamentos antirretrovirais que deverão ser tomados por 28 dias.
  • Ainda não há estudos sobre a interação da PrEP com a pílula anticoncepcional. Entretanto, sabe-se que a eficácia dos anticoncepcionais diminui com o uso de medicamentos antirretrovirais, usados no tratamento de portadores de HIV.
  • Os efeitos colaterais durante o uso da pílula anti-HIV são poucos. No início do tratamento, pode haver enjoo, embora seja raro. A longo prazo, porém, o remédio pode causar problemas renais e alterar a calcificação dos ossos. Por isso, o acompanhamento médico a cada seis meses é imprescindível.
  • A pílula anti-HIV não protege contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como gonorreia e a sífilis. A camisinha ainda é o único método de prevenir essas infecções.

 

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