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O papel do farmacêutico no combate a iatrogenia em idosos!

Com o avançar da idade é comum que o número de medicamentos consumidos também aumente. A degradação do organismo precisa ser corrigida com produtos farmacológicos e esses remédios também previnem que os problemas de saúde se agravem.

Contudo, com a extensa lista de químicos utilizados pelo idoso e a variedade de especialistas consultados, é comum que ocorram as duplicações de receitas. Ou seja, a indicação de medicamentos com os mesmos princípios ativos que acabam sobrecarregando o organismo do idoso.

Devido a sua fragilidade, o senil também tem mais probabilidade de sofrer situações adversas e efeitos colaterais aos medicamentos. Sintomas que causam desconforto e podem até gerar complicações sérias de saúde.

Portanto, o farmacêutico tem um papel extremamente importante no acompanhamento do idoso e de suas receitas. Este profissional precisa trabalhar em conjunto com o médico geriatra, familiares e cuidadores do paciente para evitar complicações.

Veja neste post como o profissional de farmácia pode ajudar a prevenir a iatrogenia e a medicação excessiva de idosos. Confira!

 

 

O que é a iatrogenia e como evitá-la?

As complicações iatrogênicas são doenças ou sintomas decorrentes da intervenção médica, sejam elas decisões certas ou erradas. Em outras palavras, são complicações que advêm do diagnóstico médico e seus tratamentos.

Uma pessoa idosa, por exemplo, pode sofrer problemas estomacais em decorrência de um novo medicamento. Como resultado, é preciso receitar um novo remédio para curar os sintomas estomacais e evitar complicações.

Daí a importância de tomar o cuidado com os produtos utilizados pelo idoso, as doses recomendas e a frequência de consumo.

Além disso, o idoso precisa ser orientado para fazer o consumo correto dessas substâncias. Nesse caso, o farmacêutico tem um importante papel no que se refere a orientar o paciente sobre a serventia de cada remédio e como usá-lo, levando em conta as informações dispostas no receituário médico.

Outro ponto importante é que nenhum medicamento deve ser adicionado à rotina do idoso sem antes acompanhar o seu perfil farmacológico, levando em conta os demais químicos consumidos pelo paciente senil.

Quando encontrado duplicidade nas receitas médicas ou medicamentos que possam causar a iatrogenia, o farmacêutico deve avisar imediatamente ao idoso ou seus responsáveis. Se for possível, o profissional também deve criar uma relação mais próxima ao médico do idoso, para que ambos possam tomar esse cuidado.

A medicação excessiva em idosos é um problema grave no Brasil, que pode trazer prejuízos a saúde e a qualidade de vida do público senil. Por isso, é extremamente que os farmacêuticos sejam ativos nesse sentido e auxiliem os médicos a fiscalizarem receituários duplicados ou excessivos.