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Omeprazol pode dobrar as chances de câncer no estômago

De acordo com o estudo da Universidade de Hong Kong e da University College London o risco aumenta em 2,4 vezes para as pessoas que consomem os inibidores de bomba de próton (IBP). O medicamento usado para reduzir a quantidade de ácido gástrico foi relacionado à incidência de câncer no estômago em 153 pessoas que participaram do estudo.

Os responsáveis pelo estudo não afirmaram uma causa e efeito ligada ao Omeprazol e Pantoprazol, outro medicamento com os mesmos princípios ativos. Contudo, recomendaram cautela ao receitar esses remédios, especialmente para utilização em longo prazo e de forma continuada.

O estudo

Mais de 63 mil pessoas foram recrutadas para o estudo das Universidades sobre a relação dos inibidores com o câncer do estômago. Do total de participantes, 3.271 foram tratados com os IPBs e 21.729 receberam outro medicamento chamado H2.

Após 7,6 anos de acompanhamento, 153 participantes desenvolveram câncer de estômago. Todos eles foram tratados com os inibidores. Já os participantes que receberam o H2 não apresentaram nenhum sintoma da doença ou outra complicação.

Baseado nesses números, os pesquisadores concluíram que as chances de desenvolver câncer eram 2,4 vezes maiores nas pessoas que consumiram o IBP.

 

 

A frequência e durabilidade do tratamento também se mostrou um fator importante no desencadear da doença. Os estudiosos concluíram que quanto maior a utilização, mais o risco de desenvolver o câncer aumenta.

A ingestão diária do medicamento, segundo o estudo, aumenta em 4,55 vezes o risco de desenvolver a doença em relação ao consumo semanal. Se o paciente tomar o medicamento por um ano, o risco cresce em cinco vezes.

O perigo de desenvolver a doença pode chegar até oito vezes após três anos de consumo frequente. Uma relação perigosa e que exige atenção ao receitar esses medicamentos, especialmente para uso prolongado.

Esse risco já havia sido alertado em outros experimentos, mais os responsáveis por esse levantamento preferem não afirmar com todas as letras a possibilidade de desenvolver o câncer. Eles preferem declarar que as pessoas tratadas com os inibidores têm mais chances de desenvolver uma série de doenças, entre elas o câncer de estômago.

Entretanto, recomendaram cautela aos médicos ao utilizar esses produtos no tratamento de doenças. E afirmaram que esse cuidado deve ser mantido mesmo após a extinção da bactéria H plyori que causa queimação no estômago, refluxo e outras doenças.

Apesar de o estudo não ser totalmente conclusivo, vale a pena acompanhar os tratamentos dos pacientes de perto e ficar de olho na evolução das pesquisas. Fique esperto!