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SUS começa a distribuir droga que previne a transmissão do HIV

A luta pelo combate e prevenção do HIV tem dominado as iniciativas do Ministério da Saúde há muito tempo. Os casos, que parecem ter congelado em 120 mil por ano desde 2010, precisam ser reduzidos ao máximo.

A iniciativa do Governo Federal e o Sistema Único de Saúde pretende reforçar ainda mais essa batalha com a distribuição do PrEP (profilaxia pré exposição) e o PEP (profilaxia pós exposição), que previne a infecção pelo vírus em públicos de risco.

O projeto segue a recomendação do Relatório de HIV produzido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). O documento recomendava que todas as iniciativas fossem usadas para combater e prevenir a infecção pelo HIV, incluindo as duas drogas experimentais.

Já há diversos projetos espalhados pelo Brasil, totalizando 35 localidades que recebem o medicamento gratuitamente. O foco da campanha são as pessoas que possuem mais risco para infecção, como os homens que fazem sexo com outros homens e as mulheres transexuais.

Entretanto, os estudos clínicos que comprovam a eficácia dos agentes também se mostraram eficazes em outros públicos, como em casais heterossexuais. Esse seria apenas o início da distribuição das novas drogas!

 

 

Tratamento temporário

Embora a iniciativa do Governo seja algo de se comemorar, ainda está longe do ideal para o combate e a prevenção do HIV. Os ministérios estão preocupados com o impacto financeiro dessas medidas nos cofres da União e por isso temem a expansão do programa.

A empresa responsável pelo medicamento, por sua vez, só fornece o tratamento por um ano para os pacientes, o que poderia expô-los ao risco de infecção mais tarde. Contudo, já existem pesquisas sobre genéricos e medicamentos similares que tenham o mesmo efeito para dar continuidade ao tratamento.

O projeto começou em 1 de dezembro de 2017 e pretende atingir 9 mil homens e mulheres trans durante a campanha. Já para os próximos anos, a estimativa é atingir ao todo 54 mil pessoas com o programa.

A discussão, que começou em 2013 aqui no Brasil, agora finalmente começou a ser colocada em prática. Entre os estados participantes estão Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Para atingir o público-alvo foco da campanha, estão sendo veiculadas propagandas com celebridades trans e influenciadores do público LGBT. A ideia é conscientizar as pessoas da necessidade da prevenção e da eficácia do medicamento, aumentando assim o número de adeptos ao programa.

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