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Descoberto medicamento 100 vezes mais eficaz no tratamento do câncer de mama

Uma pesquisa que se arrasta desde 2012 descobriu um novo medicamento capaz de combater o câncer de mama. O lapachol, substância encontrada na casca do ipê roxo, mostrou-se 100 vezes mais eficaz que os fármacos utilizados até hoje.

Os testes in vitro se mostraram totalmente eficazes em matar as células cancerígenas e impedir a metástase, ou seja, o alastramento do câncer pelo corpo. Além disso, ao contrário da necrose, o procedimento é mais seguro e não causa inflamações.

O tratamento para o câncer de mama recém-descoberto age de dentro das células infectas, cortando sua fonte de alimentação (vasos sanguíneos) e “programando-as” para a autodestruição.

O produto também apresenta menores efeitos colaterais e ataca mais frequentemente as células ruins, poupando as células saudáveis, o que ajudaria a diminuir o sofrimento dos pacientes durante o tratamento.

 

 

O lapachol

A descoberta é de Kátia Mara de Oliveira, doutorando em química pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A estudante passou nove meses na Virginian Health University (VHU), em Virginia nos EUA, para concluir essa parte do estudo.

A substância é feita através do lapachol, um componente da árvore chamada de ipê roxo muito comum no Brasil, e também o rutênio. O metal usado na fórmula é semelhante ao ferro e ajuda a transportar o fármaco até as células cancerígenas, preservando as áreas saudáveis do organismo.

Durante os testes uma quantidade da substância, 100 vezes menor que os fármacos atuais, foi usada para o experimento. O novo medicamento impediu a criação de vasos sanguíneos para alimentar o tumor e agiu 20 vezes mais nas células doentes que nas saudáveis.

A forma de atuação dessa substância é conhecida como suicídio celular ou apoptose, já que age no interior das células e as desregula causando a morte das células infectadas. Uma espécie de autodestruição muito mais eficaz que os fármacos atuais e com menos efeitos colaterais, segundo a cientista.

O produto também foi testado em células doadas com outros dois tipos de câncer: o de próstata e o de pulmão. Contudo, os resultados mais satisfatórios foram nas células com câncer de mama.

Agora o experimento aguarda investimentos para prosseguir os testes em camundongos e avaliar o desempenho em organismos vivos. Entretanto, não há indícios que a pesquisa possa ser financiada e ocorra a evolução do experimento.

Embora o estudo seja promissor e trouxe grandes expectativas à comunidade acadêmica, infelizmente será freado pela falta de investimento. Uma triste, mas frequente, notícia para os pesquisadores da área da saúde.

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