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A greve dos caminhoneiros e os impactos nas farmácias

Nesta segunda-feira (8) a greve dos caminhoneiros completou seu 8º dia consecutivo. A categoria exige a diminuição da carga tributária sobre o diesel, previsibilidade do preço e entre outras reivindicações.

O presidente Michel Temer realizou um pronunciamento no domingo (27), divulgando um acordo entre o Governo Federal e os representantes da categoria. Mesmo assim os manifestantes continuam em alguns pontos do país e a “crise” continua.

Centenas de postos de gasolina estão sem combustíveis. Os supermercados e feiras já apresentam faltas de produtos. O transporte coletivo foi parcialmente suspenso em diversas cidades do país.

Na área da saúde, hospitais suspenderam o atendimento e as cirurgias eletivas. Apenas procedimentos de urgência e emergência estão sendo realizados, tudo isso por falta de insumos e medicamentos.

A falta de medicamentos

A falta de medicamentos nas farmácias também é outro problema proveniente da greve dos caminhoneiros. Diversos estabelecimentos veem seu estoque reduzir a cada dia, sem nenhuma previsão de reabastecimento de suas prateleiras.

O maior problema dessa situação é que os medicamentos mais utilizados começam a faltar em diversas unidades. A saúde da população está em risco e, mesmo com o acordo divulgado pelo Governo Federal, uma trégua ainda não aconteceu.

 

 

Um dos exemplos desse impacto é a Panvel, que possui 400 unidades no Brasil. Segundo Julio Mottin, presidente do Grupo Dimed, nos últimos dois dias o desabastecimento das unidades tem chegado a níveis alarmantes.

Apenas os estabelecimentos localizados em Porto Alegre e Passo Fundo, cidades em que a empresa possui centros de distribuição, é que estão sendo abastecidos normalmente. Em outras cidades e estados a situação fica crítica a cada dia.

Como a maioria dos fornecedores da empresa se localiza em São Paulo, uma das regiões mais afetadas pela greve, a situação fica ainda mais preocupante de acordo com Mottin. Segundo ele, as cargas da empresa não estão sendo liberadas pelos manifestantes e apenas os insumos hospitalares podem passar.

O diretor teme que logo a falta de medicamentos gere mais transtornos à população, especialmente para pacientes que usam fármacos continuamente.

Na indústria farmacêutica o problema também é visível. Afinal de contas, sem os caminhoneiros, é quase impossível dar vazão aos produtos produzidos nas fábricas. Com isso a produção pode parar a qualquer momento, além do risco de contaminação dos fármacos e perda de lotes.

Enquanto o problema não é resolvido completamente, resta a todos os brasileiros aguardar que a situação esfrie e a rotina volte ao normal.