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Novo tratamento contra Alzheimer está disponível no SUS

Um novo tratamento para Alzheimer foi incluído na lista de medicamentos do SUS (Sistema Único de Saúde). Agora os pacientes com a doença terão mais um apoio para controlar os sintomas, reduzindo os efeitos colaterais provenientes dos tratamentos anteriores.

O novo tratamento consiste em um adesivo de rivastigmina, fármaco amplamente utilizado para o tratamento de Alzheimer. A nova forma de medicação evita que os pacientes esqueçam de tomar o medicamento durante o dia, alterem a dosagem recomendada ou tenham problemas gastrointestinais como reação ao fármaco.

O SUS já liberou a inclusão do adesivo na sua lista de medicamentos permitidos e também divulgou como ter acesso ao novo tratamento. Confira!

 

O adesivo

A inclusão do adesivo trouxe muita empolgação por um motivo simples: a melhora na qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer. A maioria dos fármacos utilizados para tratar a doença possui efeitos colaterais, principalmente no sistema digestivo.

Como o fármaco é liberado aos poucos na forma de adesivo, os efeitos colaterais e reações adversas são bem minimizados.

A rivastigmina aumenta a acetilcolina no organismo sanando a deficiência dessa substância nos pacientes com Alzheimer. A liberação do fármaco pelo adesivo ocorre de forma transdérmica, o que ajuda a manter a dosagem equilibrada e combater os efeitos colaterais.

Outro ponto importante é o combate a desistência do tratamento, que é muito comum nos pacientes com a doença. Alguns retiram o comprimido da boca após a ministração do fármaco, o que não poderia ser feito com o adesivo.

O adesivo deve ser mantido por 24 horas sobre a pele, em seguida pode ser removido e descartado. A liberação do medicamento ocorre gradativamente, como já vimos, algo que também evita a oscilação do fármaco no organismo devido a metabolização do medicamento que ocorre quando consumido por via oral.

A única ressalva do tratamento são algumas reações que podem ocorrer no local onde o adesivo foi aplicado. Por isso, os especialistas recomendam alternar o local de aplicação para evitar complicações mais sérias.

Quem pode ter acesso e como?

Segundo o Ministério da Saúde qualquer usuário do fármaco pode usar a sua versão em adesivo. Pacientes que utilizam de outro tratamento para Alzheimer também podem migrar para essa opção mais simples da terapia.

Contudo, para ter acesso ao fármaco, é preciso estar de acordo com os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Para tanto são exigidas uma série de documentos e comprovações antes de liberar o novo tratamento.

Sem dúvida é muito bom ver o avanço no tratamento do Alzheimer, uma doença que afeta milhares de pessoas no mundo e compromete a qualidade de vida do paciente. Compartilhe este post!