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47% das pessoas prefere tirar o lixo a tomar medicamentos diariamente, diz pesquisa!

A um primeiro momento esse tema pode soar divertido, como se fosse uma piada, não é? Mas a falta de aderência ao tratamento farmacêutico é uma realidade em todo o mundo, uma verdade que custa muito caro.

Pesquisas estimam que os gastos com esse aspecto chegam a US$ 290 bilhões de dólares nos EUA. E ainda não podemos esquecer dos prejuízos à saúde do paciente que não cumpre o tratamento ou o interrompe pelo meio do caminho.

Um estudo recente revelou os principais motivos dessa falta de aderência e como a população vê o uso de medicamentos de forma diária.

 

 

O estudo

A pesquisa foi realizada com 1021 adultos, pacientes de doenças crônicas. Os números revelaram que 47% delas prefere levar o lixo para fora de casa, ao invés de tomar medicamentos diariamente.

27% dos participantes também afirmaram que preferem levar um tiro no braço a usar medicamentos. Uma revelação preocupante e nada divertida, que demonstra sérios problemas na aderência aos tratamentos farmacológicos.

Especialistas ligam essas linhas de pensamento a barreiras psicológicas dos pacientes, ou seja, limitações que nem o próprio indivíduo consegue explicar mas elas existem. A maioria não consegue enxergar os ganhos de tomar o medicamento em um curto período de tempo e acaba abandonando o tratamento por causa disso.

Outros motivos de abandono do tratamento são:

·      Falta de informação por parte do prescritor ou farmacêutico;

·      Não confia no profissional responsável pelo tratamento;

·      Esquecimento;

·      Efeitos colaterais severos;

·      Etc.

A pesquisa também revelou que o público mais jovem costuma resistir mais ao tratamento, indo contra o senso comum de que idosos eram mais teimosos. Cerca de 50% das pessoas entre 18 e 34 anos afirmaram parar a medicação sem nenhuma orientação profissional.

O público mais jovem também informou que prefere comprar medicamentos para seus pets do que para si mesmos. E 23% das pessoas disseram não confiar na maioria das vezes no profissional que receitou o medicamento ou no farmacêutico.

Todos esses dados mostram a importância do farmacêutico para estimular a aderência e permanência no tratamento por parte dos pacientes. Cabe a ele realizar uma correta orientação sobre o fármaco, como usá-lo, tirar as dúvidas do paciente e estimular o diálogo.

Com técnicas de comunicação e empatia é possível reverter esse quadro e acabar com a resistência da população aos fármacos. Mas, é claro, que todos os profissionais de saúde devem fazer a sua parte e não apenas o farmacêutico.