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ANVISA muda indicações para uso da vacina contra a dengue

A ANVISA promoveu algumas alterações nas indicações para a aplicação da vacina contra dengue.

Após cinco anos de estudos e análises o órgão chegou a conclusão de que o composto contribui para o aumento de dengue grave e/ou necessidade de hospitalização de pessoas que nunca foram afetadas pelo vírus no caso de haver uma primeira vez.

Na outra ponta estão os dados que comprovam que a vacina contra a dengue apresenta maior grau de eficiência quando é ministrada em pacientes que já foram afetados por algum de seus tipos.

De acordo com as informações divulgadas pelo órgão regulamentador, as alterações encontram-se restritas a três pontos específicos da Dengvaxia (a vacina).

 

 

A primeira delas é a restrição do uso em indivíduos que se enquadram na categoria de soropositivos. A segunda mudança trata-se de uma definição mais clara sobre o que pode ser classificado como área endêmica: locais onde 70% ou mais dos habitantes tiveram o contato com o vírus da dengue em mais de uma ocasião.

Por fim, a terceira alteração foi a inclusão de uma contraindicação para o uso da vacina, ela é direcionada para indivíduos soronegativos que nunca foram afetados pela doença.

O Brasil sofre sazonalmente com episódios mais ou menos graves de casos de dengue.

Dentre todas as doenças que podem ser transmitidas pelo Aedes aegypti a dengue é a que tem mais casos e no primeiro semestre de 2018 os dados foram mantidos altos. As regiões Sudeste e Centro-Oeste são as que mais sofrem com as ocorrências. Na sequência as regiões Norte, Nordeste e Sul.

A importância do farmacêutico na orientação do paciente e cumprimento das indicações

É importante ressaltar que, na promoção da saúde, o farmacêutico tem um papel essencial. Apesar das ações de orientação não serem exclusivas desse profissional, ele tem um contato próximo com os pacientes especialmente em relação à entrega de medicamentos.

Por isso, é comum que ele tenha uma oportunidade única, sendo considerado até mesmo como ético que preste as devidas orientações e auxílios diversos no momento em que é procurado.

O farmacêutico pode contribuir orientando o paciente com relação ao uso correto dos medicamentos prescritos e não prescritos, efeitos colaterais de vacinas e dúvidas sobre o tratamento em geral.

Tratando-se da vacina contra dengue, deve orientar quais os remédios que podem ser usados bem como nos casos de suspeita para não agravar o quadro.