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Cientistas desenvolvem fármaco que substitui a insulina injetável

Cientistas e pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT) anunciaram recentemente um novo comprimido para portadores de diabetes tipo 1. A expectativa é de que o medicamento possa substituir as injeções diárias de insulina.

Os resultados do estudo feito pelos pesquisadores do MIT foram divulgados no início do mês de fevereiro, no site da Science — publicação americana voltada para o meio científico.

O que os testes identificaram?

Os testes desse estudo foram feitos em porcos e a publicação informa que foram dadas aos animais 300 mg de insulina e, na sequência, 5 mg, sendo essa dose a necessária para a manutenção normal da saúde de um paciente portador de diabetes tipo1.

De acordo com os cientistas, em cerca de 60 minutos toda a insulina oferecida aos animais já havia sido integrada à corrente sanguínea.

A cápsula tem em seu interior uma espécie de agulha de insulina revestida por açúcar. Ao ser ingerido, o comprimido “gruda” na parede estomacal e libera a substância dando início ao tratamento diário.

Após isso, os compostos restantes e que não são mais necessários, são descartados naturalmente pelo organismo, por meio do processo natural de digestão até a eliminação pelas fezes.

Expectativas e impacto com o novo medicamento

A expectativa é de que se tudo correr bem e a eficiência for comprovada no organismo humano, o novo medicamento comece a ser produzido em larga escala já nos próximos anos. Caso isso ocorra, a saúde mundial passaria por uma verdadeira revolução.

É importante lembrar que essa pesquisa é fundamental para portadores de diabetes no mundo todo. Para ter uma ideia dessa necessidade, basta observar que o Brasil ocupa a 3° posição entre os países com maior número de portadores— atrás apenas da China e dos EUA.