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Biossimilares na América Latina: Brasil receberá pela primeira vez o Biosimilars Latam

Em abril deste ano, o Brasil recebeu pela primeira vez o Biosimilars Latam, evento que reuniu cerca de 50 dos maiores laboratórios ligados ao setor farmacêutico envolvendo mais de 10 países.

O evento aconteceu em São Paulo nos dias 09 e 10 de abril, no Tivoli Mofarrej.

A agenda do Biosimilars Latam trouxe uma série de painéis ministrados pelo diretor de regulação da Anvisa, Renato Porto. Também participaram Pedro Aranha, diretor estratégico da Sandoz, Debora Rodrigues, da Cristália, e Adilson Montaneira, da unidade de negócios da Pfizer de biossimilares.

 

 

Perspectivas para o futuro

No Brasil, existem sete medicamentos categorizados como biossimilares que foram aprovados pela ANVISA, mas vale lembrar que outros 13 já estão em processo de aprovação.

Uma curiosidade aqui é que, mesmo sabendo que a resolução que trata dos medicamentos desse gênero é de 2010, somente 4% do total de remédios que são distribuídos pelo SUS têm como base medicamentos biológicos, que é de onde se originam os remédios biossimilares.

O Brasil, apesar de ainda ser considerado um pouco tímido e às vezes falho nesse setor, tem conseguido se consolidar em nível nacional e até mesmo na América Latina como uma referência em produção e uso desses medicamentos. Tudo isso graças à relação de tecnologias existentes no país associadas a multinacionais do setor farmacêutico.

Um dos fatores apontados por especialistas que pode contribuir para incentivar o aumento da presença dos biossimilares no mercado é o movimento do varejo farmacêutico e o surgimento de salas clínicas em farmácias de todo o país.

Não é novidade alguma que mesmo com desenvolvimento, investimentos e popularização dos biossimilares no Brasil, ainda há alguns obstáculos a serem vencidos. Mas, observando o que vem acontecendo nos últimos anos, o cenário deve mudar para melhor, tanto para a indústria quanto para as farmácias e para os clientes.