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O coronavírus e seus impactos no setor farmacêutico

O coronavírus é um vírus que se espalhou pela China e outras partes do mundo e já ganhou manchetes na TV, jornais e redes sociais. No Brasil, o Ministério da Saúde já monitora 2 casos suspeitos de coronavírus. No entanto, o Brasil permanece sem registro da doença e 48 casos já foram descartados. No entanto, mesmo sem casos confirmados, o coronavírus e seus impactos no setor farmacêutico já são visíveis. Continue lendo para entender.

Impactos na indústria farmacêutica

Apesar de não haverem casos confirmados, o coronavírus já mostra seus impactos no setor farmacêutico. O mercado financeiro, como um todo, já demonstra preocupação em relação à importação e exportação de insumos e produtos no Brasil. No estado de Goiás, por exemplo, 40% da matéria-prima utilizada na indústria farmacêutica vem da China.

Esse impacto no mercado financeiro ocorre porque as matérias-primas importadas das plantas chinesas são provenientes, em grande parte, da cidade de Xangai, que é um grande centro produtivo de insumos e produtos farmacêuticos e está localizada próximo a Wuhan (epicentro da epidemia).

Sendo assim, não só as compras do estado de Goiás podem ser afetadas, como o mundo inteiro, já que diversos países importam matéria-prima da China, especificamente para a indústria farmacêutica. Deste modo, como os chineses abastecem o mundo todo, pode-se dizer que sim, pode haver um grande problema na produção e abastecimento de medicamentos no Brasil.

Aumento na busca por máscaras e álcool nas farmácias do Brasil

As suspeitas de coronavírus investigadas pelo Ministério da Saúde já provocaram corrida às farmácias do Brasil em busca de máscaras descartáveis.  De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácia (Abrafarma), houve considerável aumento, no Brasil, na procura por itens de proteção individual, como máscaras e álcool em gel. Além disso, 70% dos clientes que buscam por essas mercadorias são estrangeiros.

Entretanto, os estoques desses estabelecimentos também estão sendo afetados devido ao coronavírus. Alguns gestores farmacêuticos relataram que os pedidos das distribuidoras sequer estão vindo completos e, por isso, o distribuidor farmacêutico alegou que o desfalque é em decorrência da crescente demanda por itens de proteção contra o coronavírus.

A Abrafarma, entretanto, informou que está vigilante sobre essas questões que possivelmente podem ocorrer no fornecimento e esclareceu, por meio de nota, que a indústria farmacêutica emprega matéria-prima e princípios ativos provenientes da China, como já mencionamos neste post, e que o setor produtivo pode sim ter sido interferido por esse cenário de epidemia. Entretanto, o órgão está em alerta a essa questão.

O problema com a distribuição é mais um impacto do coronavírus no setor farmacêutico.

Mobilização contra o vírus

À medida que o surto piora e as suspeitas do coronavírus aumentam, empresas e órgãos já começam a se mobilizar para minimizar o problema.

A marca Johnson & Johnson, por exemplo, se mobilizou rapidamente para desenvolver uma potencial vacina preventiva para o vírus com ação de proteger as pessoas contra a doença. O processo está sendo estudado e visa, o mais rápido possível, conseguir combater o surto.

No momento, ainda não há terapêutica existente que possa combater este novo vírus. Entretanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda à população manter a higiene respiratória e das mãos, práticas alimentares seguras, além de evitar contato próximo, se possível, com qualquer pessoa com que apresente sintomas de doenças respiratórias, como tosse e espirros, por exemplo.

Por fim, podemos concluir que o coronavírus e seus impactos no setor farmacêutico são notáveis. Entretanto, os órgãos responsáveis já estão atentos sobre essas questões, buscando maneiras de controlá-la. No geral, o surto está afetando a população brasileira de diferentes formas, inclusive na indústria e varejo farmacêutico. Mas, por enquanto, pode-se considerar que a situação está sob controle.

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