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Como nasce uma vacina? Conheça o passo a passo para a criação

A criação de vacina é algo muito mais complexo do que muita gente pode imaginar. Até chegar na ponta de uma seringa, ela passa por um longo processo de fabricação assim como por uma grande burocracia de comercialização.

Para se ter uma breve ideia, desde o seu desenvolvimento até a fase final, pode levar cerca de 10 a 15 anos. Desse modo, é possível dizer que a investigação e desenvolvimento da vacina são processos bastante complexos e demorados.

Como nasce uma vacina?

O primeiro passo começa na seleção do antígeno que irá desencadear a resposta imunitária do organismo. Essa seleção pode ser por meio de uma amostra de um vírus ou bactéria que será cultivado em laboratório.

É preciso salientar que essa amostra precisa ser cuidadosamente isolada e purificada para então ser combinada com outros agentes, enfraquecida, inativada ou fragmentada dependendo das características que são esperadas da vacina.

Sendo assim, podem ser acrescentados agentes adjuvantes com o objetivo de aumentar a resposta imunitária do organismo, além de estabilizadores, para garantir a eficácia durante o período de armazenamento e os conservantes para impedir o crescimento de bactérias e fungos.

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As vacinas são realmente seguras?

Há muitos questionamentos sobre a segurança das vacinas, todavia, todo o processo de fabricação é rigidamente controlado com recursos e centenas de testes laborais. Ademais, há um rigoroso controle de qualidade que é realizado em cada passo.

Assim sendo, há os testes pré-clínicos feitos in vitro e in vivo (com cobaias) em laboratórios cuja finalidade é determinar o perfil de segurança da vacina. Feito isso, a próxima etapa são os ensaios clínicos da fase I.

Nesta fase a vacina é testada em pequenos grupos de 20 a 50 voluntários. São avaliados, portanto, intervalos de segurança das doses, seus efeitos secundários e o tempo ideal entre as dosagens, por exemplo. Essa fase pode demorar de 12 a 18 meses.

Caso tudo corra bem, passa-se então para a fase II, onde a vacina é testada em grupos maiores entre 100 a 300 pessoas, podendo levar até dois anos. Ao chegar na fase III, as vacinas já são testadas em larga escala, em grupos de 3 a 50 mil pessoas.

É nesta fase que a segurança e eficácia da vacina será testada. Normalmente essa fase é concluída entre 3 a 5 anos. Somente após passar por todo esse processo é que as vacinas seguem para comercialização.

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A vacinação no Brasil

No Brasil, toda a estratégia de vacinação é desenvolvida pelo Ministério da Saúde, que propõe quais são as vacinas que deverão integrar o Programa Nacional de Vacinação.

A escolha é feita depois de um longo estudo da Comissão Técnica de Vacinação que avalia fatores como a epidemiologia das doenças existentes no país bem como seu impacto, qualidade da vacina, relação custo-benefício e disponibilidade no mercado.

Essa não é uma avaliação da eficácia da vacina, mas sim da sua efetividade e do efeito concreto na população brasileira.