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Brasil participa de testes de uma vacina contra o coronavírus

A pandemia do novo coronavírus tem impactado diversos setores, dentre eles o farmacêutico. Devido a isso, diversos esforços têm sido realizados como estudos em busca de medicamentos que tratem a infecção, bem como pesquisas que buscam encontrar uma vacina contra o coronavírus. 

Uma das pesquisas que visam encontrar uma vacina eficiente começará a ser testada no Brasil em breve, sendo assim, acompanhe este post e saiba mais sobre o assunto. 

A vacina contra o coronavírus

A Universidade de Oxford, localizada no Reino Unido, em parceria com o laboratório italiano de biotecnologia Advent-IRBM estão realizando estudos e testagens para uma vacina contra o coronavírus. Além dessas instituições, diversas outras também estão realizando pesquisas e testagens para a criação de uma vacina.

Desde que Nelson Teich estava à frente do Ministério da Saúde, iniciaram-se negociações entre o Brasil e o Reino Unido para que a vacina fosse testada aqui e em contrapartida fosse obtida uma cota de vacinas para o Brasil.

No Brasil, a pesquisa está sendo conduzida pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e no atual momento está na fase 3, que é uma das etapas finais para a avaliação e aprovação da vacina contra o coronavírus. 

Por que o Brasil foi escolhido?

Pesquisas relacionadas à criação de vacinas seguem um protocolo específico, pois devem garantir a segurança dos resultados para serem distribuídas para toda a população, mas também não devem colocar a saúde das pessoas testadas sob risco. 

Nesse sentido, a ética destas pesquisas não permite que uma pessoa se submeta a receber o vírus e depois receber a dose da vacina, para que os cientistas avaliem a sua eficácia. Sendo assim, os pesquisadores aplicam a vacina, a qual já passou por uma série de testes anteriores,  em um público que já tem chances de adquirir a infecção e verificam os resultados. 

No caso da vacina contra o coronavírus, como o Brasil é um dos países com casos crescentes, pois é o novo epicentro da doença, a testagem da vacina aqui torna-se plausível e estratégica, já que a curva de contágio está crescendo e a maior parte da população ainda não foi infectada e, portanto, não adquiriu imunidade.

Além disso, a vacina será aplicada em um público específico de brasileiros, que são aqueles que estão na linha de frente no tratamento de infectados pelo novo coronavírus. Isso significa dizer que quem inicialmente irá receber a dose da vacina são os profissionais da saúde, tais como: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentre outros.

Ao total serão vacinados dois mil voluntários no estado de São Paulo e mais mil no Rio de Janeiro. 

Perspectivas futuras

A fase 3 de testagem da vacina é a penúltima etapa antes da liberação da vacina contra o coronavírus, que conta, portanto, com quatro estágios. Sendo assim, caso essa vacina se mostre eficiente na proteção contra o coronavírus, o próximo passo será produzi-la em larga escala, no entanto devemos aguardar a testagem e o tempo de avaliação por parte dos pesquisadores, pois caso a vacina não passe nos testes, os cientistas continuarão a procurar uma vacina contra o coronavírus.

 

Fonte:

- https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/06/04/vacina-de-oxford-testada-brasileiros.htm
- https://canaltech.com.br/saude/em-negociacao-brasil-pode-participar-de-testes-para-1a-vacina-contra-covid-19-164757/
- https://www.gazetadopovo.com.br/republica/vacina-covid-19-brasil-teste-coronavirus/