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Mulheres no mercado farmacêutico: Veja como está a participação feminina no segmento

Ao contrário de vários outros setores da economia, com o surgimento da covid-19 ocorreu um aquecimento econômico na área da saúde e o setor farmacêutico não foi exceção. Essa mudança trouxe a necessidade de novas contratações de profissionais da área para atender a demanda esperada.

De acordo com o site de empregos Catho, houve um aumento de 700% na contratação de profissionais da saúde. Como elas se destacam no setor, o objetivo deste post é expor o atual perfil das mulheres no mercado farmacêutico e verificar as condições salariais da classe.

Saiba mais!

Perfil das mulheres no mercado farmacêutico

De acordo com dados divulgados recentemente pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), elas são a maioria no setor, pois segundo análises, 67,5% dos formandos em farmácia são mulheres. A grande maioria delas se encontra na Região Sudeste, porém as melhores remunerações se concentram na Região Norte e Centro-Oeste brasileiro.

De acordo com a Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), essas profissionais se destacam como funcionárias, pesquisadoras, professoras e doutoras, e desde 2014 os números só tendem a aumentar. Uma pesquisa elaborada entre 2018 e 2019 apontou o aumento de 6,7% da participação delas dentro do setor farmacêutico.

O maior desafio encontrado por elas é a dificuldade em conciliar sua profissão com:

  • duplas jornadas de trabalho com o surgimento da covid-19;
  • atividades domésticas;
  • gravidez;
  • cursos de especialização na área.

E as principais reclamações são referentes a:

  • diferença salarial entre elas e os profissionais do sexo masculino;
  • remuneração recebida;
  • carga horária exigida pelas empresas;
  • inflexibilidade da carga horária.

Apesar da quantidade de mulheres na área farmacêutica no Brasil, quando consideramos o cenário mundial, uma pesquisa elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostrou que mais de 70% dos cientistas são homens.

Desigualdade salarial e nos cargos de liderança

Existem desigualdades salariais, assim como em vários outros segmentos. A faculdade cursada (particular ou pública) e o ambiente onde o profissional trabalha (hospital ou indústria) interferem diretamente na faixa salarial, porém quando consideramos o gênero ainda existem diferenças consideráveis em suas remunerações:

  • 22% dos profissionais farmacêuticos são homens com remuneração superior a cinco mil reais;
  • apenas 10,6% do total das formadas em farmácia recebem um salário superior a cinco  mil reais.

Quanto aos cargos de alta liderança, quando se analisa a fundo o setor industrial, a grande maioria das empresas do ramo ainda apresenta desigualdade no quadro de líderes. Por esse motivo, várias empresas farmacêuticas estipularam metas com o objetivo de equilibrar a presença feminina nos cargos de liderança, no decorrer dos próximos anos, para mudar esse cenário.

Conclusão

Diante dos exposto, concluímos que as mulheres no mercado farmacêutico devem lutar e receber apoio para garantir seu merecido lugar na área e cobrar ações de políticas sociais para tornar o cenário mais igualitário entre os gêneros, abrindo desta forma o caminho, ao mesmo tempo em que incentivam as meninas de hoje a seguirem seus passos amanhã.

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Fonte:

- https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/03/08/raio-x-das-mulheres-no-mercado-farmaceutico/
- https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/02/02/mulheres-de-30-a-45-anos-sao-as-mais-empregadas-no-setor-farmaceutico/
- https://www.cff.org.br/userfiles/file/Perfil%20do%20farmac%C3%AAutico%20no%20Brasil%20_web.pdf
- https://www.crfmg.org.br/site/Noticias/CFF-lanca-pesquisa-sobre-perfil-do-farmaceutico-no-Brasil
- https://crfse.org.br/noticia/1246/mulher-na-ciencia-conheca-o-trabalho-de-tres-farmaceuticas-doutoras-que-fazem-diferenca