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Conheça os antibióticos beta lactâmicos

 

Os medicamentos possuem diferentes classes farmacêuticas e grupos para facilitar o entendimento e manuseio dos fármacos. Uma dessas categorias é denominada como antibióticos beta lactâmicos, fármacos usados para o tratamento de infecções diversas.

Você já ouviu falar nesse tipo de medicamento? Sabe para que ele serve, como atua e os cuidados necessários? Veja neste post tudo o que você precisa saber sobre os antibióticos beta lactâmicos.

O que são os antibióticos beta lactâmicos?

Fazem parte deste grupo as penicilinas, cefalosporinas, cefamicinas, carbonêmicos, monobactâmicos e entre outros. Esses medicamentos recebem esse nome por conter um núcleo beta lactâmico, estrutura química que caracteriza o fármaco e dá nome a sua classe.

Os beta lactâmicos impendem que a parede celular das bactérias responsáveis pela infecção sejam formadas, através da inibição da síntese responsável por essa proteção. Por causa disso, a cruzada dos peptideoglicanos é impedida e a infecção combatida eficazmente.

As infecções causadas por cocos grão são diagnósticos comuns de serem tratados por antibióticos beta lactâmicos. Entre os exemplos de patologias tratadas por esse fármaco podemos citar a otite média e as infecções do trato respiratório inferior.

Cuidados do farmacêutico com esse tipo de medicamento

 

 

Os cuidados com os antibióticos beta lactâmicos começam desde a prescrição do fármaco, que precisa considerar as características de cada paciente (peso e idade), duração do tratamento e tipo de doença a ser tratada.

Os efeitos colaterais também devem ser acompanhados de perto, sendo que estes variam de acordo com o medicamento usado. O fabricante precisa informar estes efeitos adversos na bula e o farmacêutico pode usar essa informação para orientar o paciente.

Além disso, cuidados com as interações medicamentosas também precisam ser observadas. A amoxacilina  500 mg/ml + ácido clavulânico 12,5MG/ml, que é um antibiótico beta lactâmico, pode gerar interações adversas com antiácidos. Portanto, o segundo grupo de medicamentos deve ser evitado durante o tratamento para não gerar desconforto ao paciente ou ineficácia do fármaco.

Hábitos do paciente e boas práticas de consumo medicamentoso também devem ser seguidas e observadas, como por exemplo consumir o fármaco só depois de uma refeição quando isto for recomendado pelo fabricante ou médico prescritor.

Exames clínicos também podem ser necessários para o caso de tratamentos prolongados. Entretanto, este cuidado costuma ficar sobre tutela do médico responsável pelo paciente, mas pode ter o apoio do farmacêutico também.

Você já conhecia os antibióticos beta lactâmicos e suas recomendações? Compartilhe a sua experiência com estes fármacos abaixo e troque experiências com outros profissionais.