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Comércio de antidepressivo no Brasil quase dobrou nos últimos 5 anos

O mês de setembro ganhou uma cor e agora é amarelo. Na campanha contra a depressão, um assunto se mostra como de fundamental importância: o aumento no número de antidepressivos que estão sendo comercializados em todo o território brasileiro.

Os dados são claros. De acordo com a empresa responsável por este levantamento, enquanto no período 2013-2014 as vendas de antidepressivos somavam em torno de R$ 47 milhões de comprimidos, 4 a 5 anos depois os números já passaram dos 70 milhões.

Vale lembrar que esses dados se referem exclusivamente a comercialização das farmácias, ou seja, estão de fora deste relatório todos os compridos destinados a hospitais e clínicas.

Mas, o que fez com este número crescesse tanto? A depressão realmente ganhou tamanho espaço entre os brasileiros? Como os farmacêuticos devem se comportar mediante ao crescimento no número de procura e pedido por antidepressivos?

 

 

Depressão no Brasil e no mundo

A depressão é a doença do século. Cresce diariamente o número de pessoas diagnosticadas com essa doença que pode, inclusive, levar a morte. É um dado alarmante e que está presente em todo o mundo, não apenas no Brasil.

Segundo a ONU, no mundo, cerca de 4,4% das pessoas estão vivendo a depressão. No Brasil esta porcentagem é ainda maior, são em média 5,8%. Os números são ainda piores quando se leva em conta que muitas pessoas vivenciam a depressão sem serem diagnosticadas.

Uma das etapas preliminares para a depressão é a ansiedade e o Brasil é o grande recordista!

Estima-se que quase 20 milhões de brasileiros convivam com altos níveis de ansiedade sendo esta a porta de entrada para crises mais sérias e graves que podem levar a depressão.

O uso do antidepressivo

Como saída rápida para fugir das crises, muitas pessoas recorrem as farmácias em busca de antidepressivos. Contudo, é válido destacar a importância do controle de tais medicamentos.

Os mesmos só devem ser comercializados segundo indicações médicas, pois podem afetar muito a rotina da pessoa provocando surtos ainda piores. Na posição de farmacêutico, é preciso ser extremamente responsável quando o assunto é depressão e antidepressivo!