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Levantamento revela um crescimento de 29% no consumo de suplementos vitamínicos

Os suplementos vitamínicos são complementos alimentares que incluem vitaminas e outros elementos nutricionais os quais são vendidos em forma de cápsulas ou comprimidos. Muitas pessoas os utilizam com uma frequência maior, sendo o motivo da compra a complementação de sua dieta.

Em julho de 2020, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) declarou novas medidas que devem ser inseridas e todos que pretendem fabricá-los devem adotar as alterações com um prazo de 5 anos.

Muitos especialistas percebem que obter os complementos vitamínicos sem prescrição médica é algo nada positivo. Quem nunca viu em farmácias ou outras lojas de conveniência que há vitaminas que prometem complementar sua alimentação com cálcio, zinco, entre outros?

Mas qual a porcentagem destes nutrientes? Será que realmente é necessário esse nutriente em específico? Ou até mesmo será que é preciso de toda a quantidade fornecida pelas cápsulas? Acabamos nos automedicando e podemos provocar resultados extremos.

De acordo com a ePharma, empresa com foco em gestão de saúde e assistência farmacêutica, mais de 20.622 suplementos vitamínicos foram comercializados durante janeiro e agosto de 2020, já no ano anterior foram 16.037 suplementos.

Dados foram apresentados pela ePharma, levando em conta o consumo por região no Brasil. Sendo assim, foi constatado através desta pesquisa que a comercialização neste período teve um aumento de 29% em seu consumo, gerando um total de 20.622 cápsulas comercializadas. Desse modo, destacando o consumo por regiões, temos:

●      Sudeste: 68%, totalizando 14.014;

●      Nordeste: 13%, totalizando 2768;

●      Centro-Oeste: 7%, totalizando 1424;

●      Norte: 7%, totalizando 1397;

●      Sul: 5%, totalizando 1019.

O Sudeste possui 68% do montante total, porém, o aumento de fato ocorreu no Norte ( 47%) e no Sul (40%).

Os remédios mais procurados foram:

●      Vitamina C: 11.895 unidades, com aumento em relação a 2018;

●      Polivitamínicos: 2565 unidades;

●      Polivitamínicos e sais minerais: 1735 unidades;

●      Arginina e Vitamina C: 799 unidades;

●      Vitamina C + Zinco: 593 unidades.

Totalizando, assim: 17.587 unidades comercializadas.

Caso a população continue comprando os suplementos vitamínicos sem prescrição, encaminhamento ou acompanhamento médico e nutricional, as chances do comércio permanecer neste percentual de 2020 ou aumentar é muito plausível.

Também é provável que as pessoas que façam uso próprio das cápsulas tenham consequências como: perda de cabelo, perda de dentes, unhas fracas, problemas agudos e até mesmo crônicos por conta do uso indevido dos comprimidos.

Apenas fazendo acompanhamentos, o público terá uma noção clara se realmente os suplementos são necessários, bem como sobre a real porcentagem de cada nutriente.

Muitos especialistas recomendam que todos obtenham estes nutrientes através da alimentação e, em último caso, se realmente for necessário, usem os suplementos para complementar o que está em carência.

Conclusão

Como a pesquisa da ePharma apontou, de janeiro a agosto de 2020, houve um aumento de 29% no consumo dos suplementos.

Apenas com o devido acompanhamento, cada pessoa saberá da real necessidade das cápsulas de suplementos vitamínicos para si mesmo ou se será necessário apenas uma alimentação saudável para suprir todas as necessidades que o corpo precisa.

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Fonte:

https://saude.abril.com.br/alimentacao/suplementos-alimentares-para-quem-quando-e-por-que/
https://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mercado/5971-consumo-de-vitaminas-cresce-29-em-um-ano.html